2008

O objetivo do zine nunca foi torná-lo uma mídia hardcore e sim fazer algo que gostamos para nós mesmo. Eu quis dizer que não temos um compromisso com o zine, mantê-lo atualizado diária, semana ou mensalmente. Nossa idéia é escrever quando der vontade e ponto.

Parece que ficamos um bom tempo sem vontade de escrever e agora resolvi retomar as rédeas. Fico na expectativa de que os outros editores façam o mesmo.

Bom, como este é o primeiro post do ano, resolvi escrever um pouco sobre o que o ano de 2008 nos trará (e já trouxe). Esse promete ser um post grandinho, então tenha paciência.

O que já trouxe:
Esse ano já tivemos algumas boas coisas acontecendo em nossas terras. Podemos citar a tour que o Outbreak fez recentemente à América do Sul, passando pelo Brasil nas cidades de Piracicaba, Belo Horizonte e São Paulo nos dias 14, 15 e 16 (respectivamente) de março. Eu pude conferir e, pessoalmente, digo que os caras merecem a fama que tem. O show deles é cheio de energia, uma excelente presença de palco e, principalmente, músicas cativantes que não te deixam ficar parado. Quem perdeu só pode se lamentar e esperar que eles retornem logo.

www.flickr.com/photos/ritagoestocollege/

 

Ainda no embalo da tour, esse ano nos trouxe o CD debut da banda curitibana Your Fall, que tocou com o Outbreak nas cidades citadas. O CD traz um material de primeira, com boas músicas, influenciadas por bandas como Cro-mags, Leeway, Breakdown, Killing Time e Warzone (informação retirada do myspace da banda), e uma arte digna e elogios. Não podemos deixar de mencionar que os créditos da tour e do CD do Your Fall (que também foi lançado na Europa) são da Hurry Up! Records.

 

Essa é fresquinha: o No Turning Back postou 3 músicas do seu novo disco no myspace. Vale a pena conferir!

 

O que nos trará:
2008 promete! Este tem tudo para ser um ótimo ano para nós, brasileiros. Vamos as notícias:

- Turnê do Strike Anywhere em abril (dia 3 em São Paulo, 4 em Santos e 5 em São Bernardo do Campo).

- Bad Brains! É isso mesmo, o Bad Brains tocará pela primeira vez no Brasil. Infelizmente, ao meu ver, o único motivo disso tudo é o dinheiro envolvido. Mas enfim, eles estarão em nossas terras dias 9, 11 e 12 de abril (respectivamente em São Paulo, Recife e São Paulo novamente).

- Tour 108. Mais uma realização da Hurry Up!. A lendária banda de krishna-core, vem ao Brasil divuldar seu último CD “A New Beat From A Dead Heart”. A turnê está marcada para abril.

- Terror de volta ao Brasil. O Terror voltará ao Brasil (já era esperado esse ano, e ano que vem também será, e no outro…) em maio (dias 24 e 25). Dessa vez a banda passará por São Paulo e Curitiba (terra que tem abrigado vários shows “de peso”).

 

- Maquinaria Rock Fest. Esse festival será um prato cheio para fãs de bandas clássicas. Produzido em São Paulo, o festival contará com bandas como: Misfits, Biohazard, Suicidal Tendencies e o Sepultura. O Festival será dias 17 e 18 de maio.

- O Bane também fará sua parada pelo Brasil ainda no primeiro semestre. Não sei muito sobre a tour, mas sei que tem muita gente aguardando os americanos.

Acho que a princípio é isso, com certeza teremos novidades ao longo do ano, só quis adiantar um pouco e deixar o pessoal com vontade.

 

post by cannibalmonkey

Have Heart no Brasil!

hh_release_1.jpgEstá confirmado: uma das maiores bandas de hardcore dos Estados Unidos do momento vem ao Brasil para divulgar seu mais novo disco. A banda é Have Heart, e o disco, “Things We Carry”, um dos maiores sucessos lançados pela Bridge 9 — selo de hardcore norte americano conhecido por agrupar bandas de peso como American Nightmare, Carry On e Terror. Contando com influências bastante variadas que vão de In My Eyes a Strife, o Have Heart faz um som único e, como o próprio nome do grupo sugere, cheio de energia e paixão.

Agora o público brasileiro vai ter a chance de ver uma das bandas mais aclamadas do cenário hardcore atual, pois o Have Heart já tem data marcada para pisar em terras sul-americanas. A turnê começa no dia primeiro de novembro, na Colômbia, e, após passar pelo Chile e Argentina, chega ao Brasil no dia 14. Segue as datas da turne brasileira:

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http://www.haveheartamericalatina.com/

Post by BULL

Bridge Nine Podcast Volume 1

Já está no ar o primeiro podcast da Bridge Nine. Clique na imagem abaixo para acessar.

Já no começo, você pode curtir o som “The Illusion” da banda Ambitions, que estará no álbum “Stranger” (data de lançamento prevista para 6 de novembro).
Em seguida, você pode ouvir uma entrevista com Roger Miret (Agnostic Front) falando sobre o novo álbum da banda “For My Family”, além de ouvir uma palhinha do que vem por aí com a música “Dead To Me”.

O material ainda conta com uma nova música da banda Crime In Stereo e uma entrevista com Alex também falando sobre o novo álbum “Is Dead”, que será lançado 23 de outubro.

 

Além do citado acima, o podcast ainda possui uma música do álbum “Burning Inside” do On The Rise* e outra do álbum “Prepare To Be Let Down” do Ruiner, além de notícias sobre as bandas do selo.

* não sei se esse é o myspace oficial deles
post by monkeyjunkey

Sound & Fury 2007

O Sound and Fury é um festival anual que concentra as bandas de harcore de maior destaque do mundo e acontece na Califórnia. Embora não seja mainstream, o festival concentra um número grande de bandas e tem uma estrutura muito boa, sendo um dos eventos mais aguardados por todos, mobilizando muitas pessoas de fora do estado ou até do país.

Este ano o evento aconteceu na cidade de Ventura nos dias 27, 28 e 29 de julho. No dia 26 (quinta-feira), houve um “aquecimento” com bandas como Go It Alone, Snake Eyes e Bitter End. Sexta-feira foi dia de Down to Nothing, Crime In Stereo e Outbreak, com destaque para o show do Verse, banda bastante popular nos Estados Unidos. No sábado entre outras tocaram as bandas Iron Age, First Step, Internal Affairs, Cold World e Ceremony; o grande destaque aí vai para o Blacklisted. Para fechar com chave de ouro, os europeus do No Turning Back e Rise and Fall tocaram no domingo, ao lado de bandas como Have Heart — que surpreendentemente cedeu o palco ao Guns Up (banda que acabou no começo do ano) para que tocassem algumas músicas.

Confira alguns vídeos cedidos pela organização do evento:

Blacklisted

Guns Up! (Have Heart)

Cold World

http://www.youtube.com/soundandfuryfest

Post by sick-Bull

Clipe: Bad Brains - “Give Thanks And Praise” e “Jah Love”

O novo clipe do Bad Brains já está disponível. As músicas “Give Thanks And Praise” e “Jah Love” estão no vídeo que você pode conferir abaixo:

A direção do clipe ficou por conta de Shavo Odadjian.

post by luckymonkey

Novidades na cena nacional!

Parece que a cena nacional está voltando aos poucos a dar as caras. De um tempo pra cá uma série de bandas nacionais vem anunciando que seus novos discos já estão no forno, mesmo embora toda a estrutura que existia há algum tempo no nosso país notavelmente tenha perdido sua força. Seguem algumas dicas de lançamentos do hardcore brasileiro que devem sair ainda este ano.

Alliance - Os mineiros que fizeram ótimos shows ao lado de bandas como Madball e Most Precious Blood estiveram um tempo sumidos. De fato, desde a época do lançamento da coletânea “Voices II”, pela Liberation, a banda vem andando com passos curtos. No entanto, este quadro promete mudar, visto que o disco da banda foi informalmente anunciado há pouco tempo. O full-lenght já está em fase final de produção e, segundo membros da banda, logo tudo estará pronto.

www.myspace.com/alliancehardcore

Clearview - A banda gravou algumas faixas para um split com a banda italiana To Kill há algum tempo, mas o CD nunca chegou a sair. Desde então, a banda parece estar agindo por baixo dos panos; poucos shows, poucas novidades. Entretanto, a espera por novidades promete valer a pena. O Clearview está com um full-lenght com 12 músicas quase pronto que, segundo eles, vai contar com a participação especial de figuras ilustres do hardcore mundial.

www.myspace.com/clearviewdogscrew

Your Fall - Embora exista há pouco tempo, a banda carrega nas costas a experiência de shows com bandas como Sick of it All e Ignite, além de uma turnê com os holandeses do No Turning Back. No entanto, desde a última tour em janeiro, os curitibanos pareciam estar parados. Engano. O Your Fall esteve planejando sua próxima turnê (ao lado dos italianos do Watch Your Step), que deve ocorrer em agosto, e trabalhando em seu debut na Hurry Up records. O disco foi gravado há poucos dias e, segundo membros da banda, está em fase de mixagem. O album deve ser lançado no final do ano.

www.myspace.com/yourfallhc

Overstate e Crossfire - Os mineiros anunciaram há algum tempo que lançariam um split juntos pela Hurry Up records em conjunto com a 53 HC. O trabalho parece se concretizar cada dia mais; as duas bandas disponibilizaram músicas em seus respectivos myspace que farão parte do disco. Vale lembrar que o Ovestate vai tocar alguns shows pelo Brasil ao lado do Watch Your Step em agosto.
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ATUALIZADO!

O split já está pronto e pode ser comprado aqui!

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www.myspace.com/overstate
www.myspace.com/crossfirebh

Se este é o último suspiro da cena hardcore brasileira, é difícil afirmar. Mas é fato que a lista é escassa devido a falta de suporte — que obviamente resulta na falta de estrutura. A única maneira de reverter isso é apoiando a cena. Se você gosta de hardcore, compre os discos e vá aos shows!

Post by Gorilla-Bull!

Have Heart - “Things We Carry”

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Nós vivemos uma época no hardcore que os estilos divergem em ramos muito mais específicos que denominações como “old school” ou “metalcore”. Há bandas que optam pela inovação, misturando todos os elementos possíveis em um mesmo disco, enquanto outros optam pela simplicidade da cópia (algumas bastante descaradas, na verdade), o que nem sempre é ruim.

No entanto, com a banda Have Heart, de Boston, é diferente. Ao mesmo tempo que soa extremamente clássico (até clichê, por quê não?), trazendo raízes do youth crew, traz elementos que a tornam completamente nova. Algumas bandas soam praticamente idênticas a outras mais antigas; Have Heart não. É o mesmo hardcore, a mesma energia e a mesma proposta que as primeiras bandas apresentavam, mas com uma abordagem nova completamente diferente.

Lançando seu primeiro disco full lenght — pela Bridge 9, nos EUA —, “Things We Carry” a banda não só mostra sua evolução natural em relação ao seu primeiro 7″, como representa uma evolução no hardcore como um todo. Ideal tanto para fãs das bandas mais antigas (ideal é a palavra correta; agora vocês podem ouvir algo realmente novo!) quanto para quem gosta de novidades, o disco apresenta 11 faixas, totalizando cerca de 25 minutos.

Apesar de ser inovador, as influências são inegáveis; fãs de bandas como Unbroken, Strife e até Youth of Today podem correr atrás de suas cópias. E achar uma cópia deste disco não é uma tarefa difícil, visto que a Hurry up Records lançou recentemente o título no Brasil.

Ouça músicas do album aqui.
Compre o album aqui.

 Post by the-bigger-the-better-Bull!

Entrevista - Outbreak

O Outbreak é hoje uma das bandas de hardcore mais aclamadas dos Estados Unidos. Com seu estilo incomparável, a banda já rodou o mundo todo em turnê. Mas nem sempre foi assim; o vocalista Ryan O’Connor fala um pouco sobre as dificuldades no começo da banda e da vontade que tem de vir em turnê à América do Sul, um dos poucos lugares por onde a banda ainda não passou.

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Iron Mind- Como o Outbreak começou? Foi difícil pra vocês, pelo fato de serem de uma cidade pequena?

Ryan O’Connor- Eu acho que as vezes é fácil começar uma banda com publicidade em cima, seja porque é formada por “ex membros de tal e tal” ou porque você é de uma cidade que produziu bandas bem estabelecidas e populares (às vezes populares até demais), como Boston. O Outbreak começou sem nenhum “ex-membro legal” e, porque viemos do estado de Maine, não fomos encaixados imediatamente na cena hardcore/punk, entende? Não existem muitas bandas que vêm de Maine, e é fácil discartar bandas e não dá-las uma chance quando elas vêm de uma cidade do meio do nada. Então as coisas não foram fáceis no começo, mas apesar de tudo, nós tinhamos conciência disso. Nós sabíamos que teríamos que viajar e tocar fora para começar a espalhar o nosso nome… algo que eu acho que maioria das bandas deveria tentar e fazer, ao invés de serem preguiçosos e esperarem que as coisas aconteçam para eles. Eu não sou o tipo de pessoa que espera e espera na fila por um favor… Lógico que nós conhecemos várias pessoas ótimas durante o nosso caminho que nos estenderam a mão e nos deram conselhos, mas independente disso, no fim do dia, eu sou o tipo de pessoa que faz algo, mantém-se nos seus objetivos e vai atrás deles. Não gosto de deixar nada pela metade. Então, quando você está motivado, acho que você consegue superar coisas como começar uma banda em um estado não tão popular e torná-la reconhecida. Só precisa de um pouco de esforço.

IM- Vocês vão viajar em turnê com o Madball em algumas semanas. Como você se sente viajando e tocando? Qual foi a melhor tour do Outbreak?

RO- Como eu me sinto em turnê? Dentro das circunstâncias certas, eu gosto muito. Poder cair na estrada com seus amigos, tocar músicas que empolgam as pessoas em uma nova cidade a cada noite e ainda ser pago por isso é uma coisa muito boa. É, na verdade, algo que eu vim sonhando desde que era realmente novo. Em uma escala muito menor que eu imaginava quando era menor e tinha Axl Rose como ídolo, mas ainda assim é muito bom! Mas não é sempre tão bom assim; pode, na verdade, ser a pior coisa do mundo também… São tantos dias seguidos que fica difícil aguentar ficar socado na sua van o dia todo, com cada coisa que as pessoas fazem lhe dando nos nervos; ou fazer um show para 30 pessoas e dormir no chão duro de madeira; ou quando a transmissão quebra no meio do nada. É nessas horas que você começa a questionar o que você está fazendo com a sua vida. Nós fomos sortudos o suficiente para passar por algumas das piores situações e as coisas não chegam nem perto de serem difíceis como costumavam ser, mas nós ainda temos uma ética de trabalho DIY. A melhor tour do Outbreak? Foram várias turnês que ficaram pra história. Nós viajamos por todo os Estados Unidos como o Wake Up Call (também tocamos com o Hour Of The Wolf nos shows da Costa Oeste) e foi muito bom. Eu amo essas duas bandas e cada indivíduo delas. Nossa tour de verão em 2006 com o Bane, o Modern Life Is War e o This Is Hell também se destaca. Australia foi divertido, Japão foi divertido, Coréia foi incrível, Reino Unido é sempre muito bom. Provavelmente há outra turnês que eu estou esquecendo também. Foram vários quilometros rodados em várias vans e eu não tenho exatamente a melhor memória do mundo…

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IM- Quem teve a idéia de lançar um split com o Only Crime? Como tudo funcionou?

RO- O Aaron, do Only Crime, nos sugeriu a idéia. O Only Crime tem uma série de músicas não lançadas que dariam um album inteiro, então eles quiseram lançá-las em diversos splits 7″ em vários selos. O Outbreak teve a honra de receber essa oferta e é claro que dissemos sim. No entanto, nós não tinhamos nenhuma música não lançada para usar, então compusemos algumas e as gravamos exclusivamente para este split. Não pensamos duas vezes antes de fazer isso, eu amo o Only Crime e, honestamente, não há muitas bandas que eu me interessaria em fazer um split, mas o Only Crime é definifivamente uma das que me interessam. Além disso, foi perfeito pra mim, porque o meu selo ficou encarregado do lançamento.

IM- Eu ouvi falar que vocês gostam muito de andar de skate e eu conheço muitos caras que se envolveram no hardcore através do skate. Como vocês se envolveram no hardcore? O fato de andarem de skate tem alguma coisa a ver com isso?

RO- Sim, todos nós andamos de skate. Eu não posso falar pelos outros membros, mas eu me envolvi com o hardcore por causa do meu irmão mais velho. Ele sempre me levava para fora da cidade para ver as bandas que passavam por perto… foi um momento muito bom da minha vida. Meus pais eram tranquilos em relação a eu sair com o meu irmão, então eu podia viajar por até dois ou três estados para ir aos shows, o que você realmente precisa fazer se mora em Maine e quer ver shows. Isso era quando eu tinha 13 ou 14 anos, quando meus amigos não podiam nem sair do seu quintal. Desde então, eu me envolvi na música e nos ideais do hardcore/punk. Ao mesmo tempo, nós andávamos de skate todo dia. Eu ainda ando e amo o skate, mas esta era a época em que você é bem novo e está começando… sabe, andar de skate oito horas por dia. Isso foi no final dos anos 90, antes de haver pistas em cada vizinhança; nós tinhamos que viajar por todo o lugar para ver as novas pistas que surgiam. Então ambos cooperaram um com o outro para mim e provavelmente o mesmo tenha acontecido para os outros membros do Outbreak.

IM- Como é a cena nos Estados Unidos hoje? Quais são as bandas novas que nós devemos ficar de olho?

RO- Essa é uma pergunta difícil, pois há muitas cidades e estados diferentes. Você não pode julgar toda a cena Norte-americana. Seria uma generalização muito vaga. Alguns lugares são muito bons, com diversos entusiastas, várias bandas boas, enquanto outros lugares são completamente o oposto. E após algum tempo, esses lugares sempre mudam… novas bandas, novo público, ou às vezes uma falta de ambos. De cabeça, Saint Louis, o Sul da California, Seattle, Long Island e a maior parte do Nordeste parece tratar o Outbreak muito bem. Bandas que você deve ficar de olho? Last Of The Belivers é uma delas. É formada por Chris Chasse, do Rise Against/Reach the Sky, nos vocais e guitarra, Brett, do Ignite, e alguns outros caras; uma ótima banda de hardcore/punk melódico. Outras bandas que eu acho que todos deveriam dar uma olhada são Hour Of The Wolf, Wake Up Call, Far From Finished, Between The Wars, The Geeks, Bullet Treatment e Ambitions. Nenhuma delas é realmente nova, eles estão por aí há pelo menos um ano, mas são bandas que eu acho que precisam de mais reconhecimento e bandas que eu lancei. Você pode dar uma olhada nelas no site da Think Fast!: www.thinkfastrecords.com

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IM- Vocês já foram à Austrália e Europa; vocês planejam vir à América do Sul?

RO- Não há nada certo, mas nós já discutimos maleavelmente a idéia com alguém que poderia estar interessado em nos levar. Quem sabe, mas nós absolutamente gostaríamos de fazer acontecer. Infelizmente, viajens como esta custam dinheiro. Custa muito caro levar quatro pessoas de avião de um país ao outro e ainda levá-los em turnê. Não é sempre fácil pagar os custos envolvidos quando você está lidando com uma comunidade menor e nenhuma das partes quer sair perdendo… Quem quer perder milhares de dólares? Então agora, está no ar. Talvez aconteça, talvez não. Teremos que esperar e ter uma idéia do fim financeiro das coisas. Eu gostaria de acreditar que de alguma maneira vai acontecer.

IM- Como você descreveria o Outbreak para o público sulamericano?

RO- Rápido, honesto, hardcore/punk. Não o “hardcore” ou o “punk” que você ouve no rádio e é enfiado na garganta de todos.

IM- Muito obrigado! Deixe algumas palavras aos seus fãs brasileiros.

RO- Nós temos fãs no Brasil? Isso é incrível! Obrigado ao Iron Mind por nos colocar em seu site! Apreciamos isso. Para quem nunca ouviu falar de nós antes, chequem nosso novo full lenght “Failure” (CD disponível pela Bridge 9, vinil na Think Fast!) e nosso último Split 7″ com o Only Crime (Think Fast! Records). Esperamos poder ir à América do Sul algum dia. É um dos únicos lugares que ainda não fomos e adoraríamos tornar isso realidade.

 http://www.myspace.com/outbreakhc 

Post by TheBull!

Novidades na 1917!

Quem acompanha o selo 1917 Records sabe que muita coisa boa está para vir; o DVD do Guns Up!, com imagens de seus últimos shows, a coletânea “No Omega”, do Cold World — que deve conter músicas do disco “Ice Grillz”, da Lockin Out, e do split com o War Hungry —, além do debut do Bracewar chamado “Juggernaut” e o 7″ do Attitude.

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Entretanto a grande surpresa são as novas músicas do novo 7″ da banda californiana Snake Eyes, que foram lançadas no myspace da banda e do selo recentemente. Embora tenha vendido demos como água e tocado ao lado de grandes nomes como Cold World e Blacklisted, a banda ficou em silêncio até pouco tempo atrás, quando anunciaram que tocarão na próxima edição do festival Sound & Fury — que vai acontecer no final deste mês — e que vão lançar um 7″. O silêncio foi quebrado com estilo; ouça as faixas “Hellbent” e “Deserter” e comprove você mesmo.

www.myspace.com/snakeeyes

 Post by theBull!

Entrevista - Watch Your Step

O Watch Your Step foi formado em 2005 por 5 caras da cidade de Florência na Itália. As influências do WYS vão desde SSD e GB até Mental e American Nightmare. Eles tem um estilo oldschool marcante, com músicas rápidas e curtas. A banda lançou um CD Demo em 2006 e agora, em 2007, deve lançar seu primeiro álbum Full-Length (Taking You Down With Me) pela Hurry Up! da Europa. Em agosto deste mesmo ano, a banda fará uma turnê no Brasil ao lado das bandas Overstate de BH e Your Fall de Curitiba. Confira abaixo a entrevista que o IronMind fez com o vocalista Leo:

IM: Como foi a aceitação da demo que vocês lançaram em 2006 na Itália e na Europa?
Leo: Antes que tudo, boa tarde e obrigado pela entrevista! A aceitação foi muito boa, a demo saiu em abril de 2006, a gente emprimiu 500 copias que esgotaram em novembro do mesmo ano. Tivemos reações muito positivas, na Itália e a maioria na Europa.

IM: Atualmente podemos “dividir” a cena em bandas influenciadas pelo metal e bandas que, como vocês, gostam de seguir o estilo mais tradicional, oldschool. O primeiro estilo conquistou, atualmente, seu espaço em grandes festivais e gravadoras, deixando o segundo um pouco esquecido. Vocês acham que a cena está carente de bandas oldschool?
Leo: Penso que o hardcore influenciado pelo metal será sempre mais popular e famoso do old school “puro”. Penso que este gênro nunca será popular de verdade ou mainstream, e no final esta é uma coisa boa na minha opinião. Não vejo uma banda old school tocar num palco grande ou num festival grande, com grades e seguranças. Simplesmente pois este tipo de música não nasceu para vender ou estar exposto ao grande público, mas encontra a própria colocação em dimensões mais intimas. E repito, esta é a beleza do old school.

WYS

IM: Vocês irão lançar este ano um CD chamado “Taking You Down With Me”. Daonde surgiu este nome?
Leo: Optamos por este título pois nos últimos meses tivemos bastante problemas, muitas delusões com muitas pessoas da “assim chamada” cena italiana. Eu escrevo as letras e este é o titulo de uma das músicas do CD. O disco é cheio de rancor, raiva e energia negativa e este título fala disso plenamente.

IM: As músicas do Full-Length estarão na mesma linha que a Demo?
Leo: Sim, diria que é isso mesmo. Dizemos que nas novas músicas a influência trash é menor, as faixas são mais “apertadas” e prepotentes. Mas o estilo destas novas músicas não se desencosta muito do som da demo. Assim, se você gostou da demo, não terá problemas com o full length!

IM: Em agosto vocês farão uma tour pelo Brasil. Passarão por outros países da América do Sul?
Leo: Do dia 16 ao 30 estaremos no Brasil, exatamente. A gente teria gostado de tocar também na Colombia e no Chile, mas por motivos economicos e de tempo, não conseguimos.. Acredito que vamos tocar naqueles paises (Colombia, Chile) no final do 2007.

IM: Quais as expectativas da tour?
Leo: O que esperamos é de divertirmos e de conhecer muitos “kids” da cena brasileira. Este é o nosso principal desejo. Depois disso obviamente queremos ter um jogo de futebol de praia ITÁLIA - BRASIL!

IM: Conhecem alguma banda brasileira? Já tiveram a oportunidade de ver algum show?
Leo: Os primeios nomes da cena brasileira que vêm na cabeça são CONFRONTO, OVERSTATE, LINHA DE FRENTE, CROSSFIRE. Em maio de 2006 eu fiz o roadie da turnê brasileira do Ingegno e tive a oportunidade de ver muitas destas bandas em ação. Sempre na minha permanência no Brasil com o Ingegno, eu pude ver como, depois dos shows, a galera brasileira seja empolgada e participe muito… isso é muito foda! Espero que a mesma coisa aconteça com a gente.

IM: Agradeço a entrevista. Deixe sua mensagem para o público brasileiro.
Leo: Muito obrigado a você pela entrevista. Stay true and keep it edge. Nos vemos em Agosto, YO!

Agradecimentos: Matteo HUP!

post by monkeyaloha

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